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quarta-feira, 17 de junho de 2020



Chá com Palavra! (Devocional Diário).



Você conhece a oração que o próprio Jesus nunca orou? Trata-se da oração do Pai Nosso. Ele ensinou esta oração, porém nunca a usou porque não precisava, especialmente o pedido: “Perdoa as nossas dívidas...” Porque Jesus era sem culpa, sem pecado, completamente puro. Por isso Ele nunca teve de se arrepender de alguma coisa que tivesse feito; por essa razão Ele nunca precisou pedir perdão pelos seus próprios pecados, nem pedir desculpas aos outros. Ele sempre se humilhava em lugar dos outros, Ele levou nossos pecados sobre Si. E Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”.

LIETH, Norbert, Conheça Jesus : único incomparável maravilhoso. Tradução Enio Sipp, Traudi E. Federolf. – 2. ed. – Porto Alegre : Chamada, c 2017. P. 20-21.

sexta-feira, 22 de maio de 2020


Porco Espinho!
Atualmente ando envolvido entre leituras e reflexões sobre a narrativa do meu Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, de uma pós-graduação em Saúde Coletiva e Saúde Mental sob o título: RELAÇÃO DAS POLÍTICAS AFIRMATIVAS PARA OS HOMOAFETIVOS NO CONTEXTO DAS UNIDADES DE SAÚDE EM AREZ – RN: desmistificando corpos, sexualidade e saúde mental. Mesmo assim, sempre preocupado com a “governança hospitalar” e acompanhando as notícias sobre todas as ações realizadas na prevenção ou “isolamento físico” em tempos de pandemia do COVID – 19 em meu município de origem e ou onde resido atualmente; norteadas por normas técnicas severas, pois tem como propósito evitar riscos de contaminação e infecção nas populações.
Em meio de análises em relação a política brasileira como produto facilitador de uma nova reforma no atendimento dos homoafetivos nas unidades básicas de saúde (UBS), identificando-os como parte da sociedade que ainda lutam para conquistar, preservar e ampliar direitos iguais para todos, me deparo com a preocupação com meus familiares e pessoas que lutam pela sobrevivência em tempos de crise na saúde, buscando reenquadrar os planos e estratégias de vida, de forma a seguir produzindo planos de forma adaptada às condições associadas a pandemia; Além de tentar manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas.
Nos últimos dias, porém, esse estado de não isolamento junto a rede socioafetiva tende a nos deixar ainda mais preocupados com as reações comportamentais  - o que é comum, de pessoas, que incluem desde medo de: adoecer e morrer; perder as pessoas que amamos;  perder os meios de subsistência ou não poder trabalhar durante o isolamento e ser demitido; ser excluído socialmente por estar associado à doença; entre tantos outros motivos. Pois bem, durante uma pandemia é esperado que estejamos frequentemente em estado de alerta, preocupados, confusos, estressados e com sensação de falta de controle frente às incertezas do momento.
Contudo, isso não nos licencia para exigirmos das autoridades em saúde dados/informações hospitalares, o PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente) ou em papel - a principal ferramenta - que o médico precisa ou precisará lidar nas suas atividades diárias, seja no consultório, centro diagnóstico ou hospital. Desta forma, para facilitar o fluxo de informações no dia a dia, muitos estão procurando demonstrar a sociedade resultados de exames para a COVID -19 como forma de deixar claro à quem questiona sobre o pré-atendimento em saúde que vai desde a interação do hospital com os clientes antes de sua chegada física até o pós-atendimento: o relacionamento com o paciente após a sua saída do hospital.
Isso é algo terrível! A Constituição do Estado brasileiro de 1988, considera a saúde como direito do cidadão e dever do Estado, dessa forma, precisamos cumprir as medidas de distanciamento físico, consideradas desagradáveis por quem as experiencia mais de extrema relevância em nossos dias.
Mas isso não nos dá o direito de provocar sofrimento e insegurança nas pessoas que estão sendo contaminadas ou em recuperação, nem usarmos da violência com aqueles/as que estão na linha de frente ao combate e cuidado com os já infectados pelo coronavírus. São tantos os relatos de profissionais da saúde sendo estigmatizados ao retornarem para suas casas após horas de entrega e apreensão nas unidades hospitalares; idosos estão mais propensos ao agravamento da sua condição de saúde em função da COVID-19, principalmente, quando apresentam comorbidades, tais como diabetes, hipertensão e cardiopatia, que acabam por exacerbar os riscos da infecção pelo novo coronavírus, uma vez que podem dificultar o enfrentamento e a recuperação da doença. Temos visto que esse público tem sido alvo constante de piadas e preconceito. Pessoas em Situação de Rua, centenas de refugiados, solicitante de refúgio e apátrida, outras encarceradas e cumprindo medidas socioeducativas, trabalhadores das unidades prisionais e profissionais do sistema de garantias de direitos, precisam de ações de proteção ao contágio de todos e não de rótulos negativistas. É preciso lidar com o futuro imprevisível.
Portanto, ao ler o livro “O dilema do porco-espinho: como encarar a solidão”, de Leandro Karnal, pude perceber na análise criteriosa que o autor faz sobre o filósofo Arthur Schopenhauer, ao descrever minuciosamente a metáfora “do dilema humano: solitários, somos livres, porém passamos frio.”
Hoje, mais do que nunca, demonstramos comportamentos estranhos ao discriminar, usar de violência seja de natureza física ou psicológica contra nossos semelhantes; criticar ao invés de orientar principalmente idosos e crianças por de repente estarem nas ruas sem se importarem com o processo pelo qual estão passando – algo nunca visto e que quebrou a rotina dos mesmos, é algo cruel.
Como afirmou Karnal em seu livro escrito ainda em 2018, parecendo ser uma profecia em relação a “pandemia” e o uso irresponsável das redes sociais que disseminam preconceito, fakenews, medo e crítica exacerbada aos gestores municipais do SUS (Sistema Único de Saúde): “Tudo de bom e de ruim vem do jogo de contrastes entre companhia e solidão. Não existe solução ideal, apenas consciência. Não existe vacina, apenas clareza dos males. Não existe cura, pois solidão se encerra com a morte, que, aliás, será vivida de forma absolutamente solitária.” Em outras palavras, essa busca por contato nas redes sociais sofre dois tipos de efeitos, uma positiva: estamos mais próximos uns dos outros e outra negativa, isolados em nós mesmos e em nossos interesses. Foucault já afirmava: todo discurso é sempre uma expressão de desejo e poder! Mas isso é conversa para outro texto...
Quero encerrar ainda sob as luzes de Karnal, somos à semelhança dos porcos espinhos de Schopenhauer, ou aprendemos a conviver juntos e separados em tempos de pandemia ou chegaremos a barbárie de a todo custo eliminarmos uns aos outros, inclusive quem mais amamos, na luta pela sobrevivência. Eu prefiro superar o estresse advindo dessa situação ao seu lado, mesmo que por aqui!

quarta-feira, 11 de março de 2020

Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos.
                                                                                                Sigmund Freud

... A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro” (JESUS, 2014: 167).

domingo, 10 de junho de 2018

Se tens um coração de ferro, bom proveito. 
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.

José Saramago

domingo, 4 de março de 2018



Deus salve a Síria!




"Eu, no fundo, não invento nada. Sou apenas alguém que se limita a levantar uma pedra e a pôr à vista o que está por baixo. Não é minha culpa se de vez em quando me saem monstros."
José Saramago