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terça-feira, 30 de setembro de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014



Alguns políticos são semelhantes a urubus, aves de rapina ou a agoureiros, vivem como sombra de uma nuvem negra a espreitar a desgraça alheia, deseja ardentemente ver a dor do outro para poderem sorrateiramente oferecer-lhes favores. Isso não acontece apenas na morte ou em períodos de enfermidades em que a fragilidade humana está mais apurada, as pessoas mais sensíveis.  Acontecem todos os dias quando a loja da mediocridade com seu balcão de negociação abrem para trocarem favores como oportunidade de empregos provisórios, cargos comissionados em órgãos públicos, propina em troca de consciências humanas. A necessidade, a carência de uma educação que te coloque questionamentos e te faça refletir, a ausência de motivação para estudar, faz com que pessoas se tornem escravos conscientes; semelhantes à alegoria da caverna de Platão, até enxergam a luz à entrada da caverna, mas preferem permanecerem em seu interior na mais completa dependência das correntes sem cadeados que lhes meteram aos pés.

quarta-feira, 23 de julho de 2014




Em noites tão frias,
Chuvas torrenciais
Estão a cair sobre minha cabeça.
Busco uma explicação
Para tamanha ilusão,
De multidões a esperarem
Uma imagem de deusa
Surgir no horizonte,
Carregada pelos pássaros de ferro
Ou braços humanos.
Vejo sua fragilidade de objeto,
Símbolo do nada,
Adorada por ignorância cultural
Transmitida por quem não sabia
De nada!
Acorda homens de alma,
Criem carne, coração.
Reconheçam o teu verdadeiro
Deus... Este, sim, segura
Firme em tuas mãos.


quarta-feira, 25 de junho de 2014




Um dia sai de casa deixando um amor para trás, amigos, inimigos, minha casa. Uma ferida se me abriu na carne, dores ainda sinto, mas de saudades. Não do amor que deixei, pois aprendi que amor mesmo só sinto por mim e por alguém que ultrapassa a barreira da metafísica; não dos amigos, porque existe os meios de comunicação para nos aproximar. Dos inimigos, esses estão por toda parte. Da minha casa, sempre retorno lá, em vida, em sonhos, numa memória aqui e acolá. O que permanece e a ferida aberta naquele dia, nunca deixou de me atormentar. Pútrida, profunda e ensanguentada; ferida na alma, só quem tem sabe a dor que causa.

quarta-feira, 11 de junho de 2014





Fecha os olhos povo brasileiro,
Fica nas paradas à espera de ônibus,
Na certeza de que a greve
É mais um movimento de revoltosos
Que nada enxergam de progresso.
Sejamos míopes durante a copa do mundo,
Teremos para sempre a arena das dunas,
Colossal obra de ferro e concreto,
Marco central do avanço infraestrutural.
Fifa comanda tudo!
Fecha os olhos povo brasileiro,
Não veem que a “direita” quer voltar?
Morder o osso do defunto que tenta,
Tenta a todo custo ressuscitar!
Brasil!
O teu braço esquerdo entrou em decomposição
Antes do tempo esperado - nesses últimos quatro anos.
Decomposição, cifras em dólares extorquidos de maneira
Camuflada, ludibriada pela ostentação de um sonho:
Sermos campeões.
Não durma povo.
A bola ainda rola de cima para baixo,
De um lado ao outro e juntos cantemos:
Somos polvo!

domingo, 11 de maio de 2014

 
 
ESTUDO COMPARATIVO DE POEMAS AFRO-BRASILEIROS.
“ESSA NEGRA FULÔ” – JORGE DE LIMA & “OUTRA NEGRA FULÔ” – OLIVEIRA SILVEIRA.


 Os dois poemas, referem-se ao mesmo assunto: a mulher negra. O primeiro poema é citado no segundo décadas depois, em um jogo no qual sempre que o autor de um texto coloca um trecho de outro texto, no seu texto, ele está procurando retomar, na memória do leitor, lembranças, leituras anteriores, associações com o texto original. Isto quer dizer então que o autor ao utilizar esse diálogo, ou seja, ao citar trechos, fragmentos, ideias de outro autor, utiliza a chamada intertextualidade. Como podemos observar o poema “ESSA NEGRA FULÔ” – JORGE DE LIMA, tem como intenção de romper com o passado, o convencional nos versos Alexandrinos de doze sílabas poéticas (Alexandrino clássico ou Alexandrino francês) e busca uma linguagem com um vocabulário acessível, intrinsecamente brasileira, envolvente e principalmente comprometida com uma literatura sob princípios católicos e a problemática dos negros. O poeta denuncia a manifestação de grupos sociais desfavorecidos – os negros -, por meio de narrativas que mais parece cantigas (palavra cantada) no que tange à vivência d’essa negra Fulô, mulher que não fala, é passiva e inoperante no espaço tempo, no espaço ritual, onde ela imprime permanente celebração, exploração pelo seu “Sinhô/dono”; onde realizaria todas as tarefas: as da lavoura, da casa-grande, serviços domésticos à satisfação dos desejos sexuais. Por outro lado, “OUTRA NEGRA FULÔ” – OLIVEIRA SILVEIRA ( O poeta da Consciência Negra e um dos idealizadores do dia 20 de novembro, como dia da consciência negra – feriado nacional aqui em nosso país); chama nossa atenção para o que está posto em nossa constituição atual após a Lei Aurea Assinada “abolindo” a escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888. Em outras palavras, a declaração de ter direitos não garante a efetividade da cidadania. Ser cidadão é usufruir (ter acesso efetivo) aos direitos civis, políticos e sociais. Em resumo, algo negado aos negros em território brasileiro, possuindo uma série de lacunas e falhas desde a ausência de uma política educacional que vise à emancipação desses cidadãos, quanto aos salários justos, direito à saúde e sua representatividade parlamentar. O poeta da consciência negra, em “outra negra Fulô”, à semelhança de Sócrates em tempos de modernidade provoca e estimula aos leitores a buscar pelo conhecimento verdadeiro, incute na personagem negra, mulher com todas as suas fragilidades inerentes, a indignação/indagação necessária para uma revolta, um entendimento sobre justiça, palavra que deve ser aplicada à todas as pessoas. Desde então, a negra Fulô que encontramos nesse segundo poema procura exaltar uma mulher negra sob outra significação, outra ótica da diferença, armada com um discurso de resistência contra o explorador e de defesa de seus interesses. Para melhor compreender os dois poemas, temos que entender que é sob a base do erotismo, da sensualidade própria das mulheres, que essas duas personagens negras, com mesmo homônimo, se colocam em cada período da história (colonial e moderna/contemporânea), como se fosse a luz de uma estrela que cai cada vez nova em meio ao cenário caótico da escravidão ou da cultura racista, dos acontecimentos que correm através dos tempos. Devemos aprender com elas a resistência, longe de juízos de valores que discriminam as atitudes da primeira personagem de Jorge de Lima, uma mulher que sobrevive em meio a escravidão, tortura e fome; sendo conivente (fingindo não ver ou não perceber o mal que outrem pratica), a preferir a morte. A outra mulher negra de Oliveira Silveira, personagem questionadora, que tem seus valores dirigidos à realidade social, é capaz de ações que determinam no “explorador, machista – o homem com todos os seus interesses sejam materiais ou sexuais”, uma alienação tal, que muda de posição nesse processo. De explorador à explorado. Neste contexto, destacamos a realidade social e política do país (Brasil) daquela época, o avanço significativo pelo que vem passando, o papel da mulher no avanço democrático, na reflexão hermenêutica dessa mulher(es) constantemente encontradas no mundo contemporâneo.

Por: Jufran Alves Tomaz.

Mãe, em sua homenagem.




Juberlita

 

Justa em todas as ocasiões,

Uniu-se em matrimônio a um homem que lhe faz o

Bem.

Esperança de dias melhores para os seus,

Reina como emblema em seu pensar.

Liberdade na sua concepção depende da

Igualdade entre os homens.

Trabalhadora sempre foi, és.

Amo-te!