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sábado, 14 de fevereiro de 2015



Já é carnaval

Barulho e marchinhas se unem na boca e espalham-se pelas ruas das cidades.

O povo grita de felicidade ou nutridos pelo álcool que abastece os foliões, em sincronia descem e sobem como “muriçocas” em zigue-zague pelas ruas e ladeiras.

O sexo aflora, sentimos seu cheiro nas esquinas, ao caminhar pelas calçadas e praças, tudo está à mostra.

É nesses quatro dias que descobrimos os mais ardentes desejos de pessoas que vivem por esconder debaixo de sete chaves sentimentos, emoções. Homens vestindo-se de mulheres e mulheres de homens, em um troca troca de roupas, personalidades ou ilusão.

Os fiéis religiosos disparam seus olhares de acusação, sentem-se protegidos nos retiros, em casas de oração; por outro lado, sufocam ou não os mesmos desejos do então “monstro da carne” em seus corações. A negação vem rapidamente ao lerem esse texto, fruto da imaginação abalada pela literatura que os denunciam e anuncia sua própria escravidão [...] Ser livre é voar sem medo da escuridão! É guiar-se durante o voo por entre os montes da devassidão sem chocar-se aos mesmos.

Já é carnaval!

E o povo canta para esquecer as tristezas.

O gari levanta seu estandarte na avenida movimentada, mas não é reverenciado, a catadora de latinhas passa sob os olhares mil e não é ovacionada; os seguranças são vistos como paredões de concreto e nada mais.

E segue a passista “nua” na avenida e desejada como a água que falta em nossas casas.

Carnaval é festa, se do cão? Só se for àquele acorrentado dentro de sua própria casa, na casinha chamada “mente” – cérebro!

quinta-feira, 9 de outubro de 2014




Incrível! Paro e fico a observar o cenário que se desenha em algumas cidades do interior do Estado do RN, como muitas pessoas estão preocupadas não com um projeto político nacional e sim com interesses de grupos/famílias que comandam cargos eletivos nessas cidades. Não entendo quando pessoas criticam políticos por serem corruptos mais desejam ardentemente que outros corruptores que estiveram no poder antes, retornem em nome de uma mudança. Não compreendo como votam em massa em uma candidata elegendo-a senadora da república, afirmando que ela trabalhou como deputada e irá trabalhar muito mais e por outro lado, votam em candidato a gestor nacional que é adversário político da mesma. Não seria uma incongruência? O candidato mais votado a governo do estado do RN no primeiro turno é ovacionado por tanta gente, quando observo que ele faz parte do grupo político aliado da atual presidente do nosso país; seguidores desse candidato a governador, por sua vez, afirmam que irão votar em o adversário da então presidenta. Como será o governo desse homem se a aliança for quebrada? O que há é que muitos políticos estão vendo essa campanha de 2014 como se fosse uma campanha individual dos municípios, eleições para prefeito e vereadores, não pararam ainda para perceberem que a nossa decisão hoje, local, individual, poderá causar no futuro transtornos em grandes proporções a todos os brasileiros. Que alianças são necessárias nesse jogo pelo poder, por um projeto que não pode parar, em nível nacional. Ou quando esses mesmos prefeitos forem em busca de recursos, guiados por deputados, senadores, governadores, poderão descobrir que estão sendo guiados por cegos que enxergam, mudos que falam e surdos que ouvem palavras: eu não vos conheço!
 Enfim, viver em um país democrático é assim, votem em quem quiserem, por emoção, por razão, por decepção, influência do cão, visão divina, por corrupção compactuada, cumplicidade, favoritismo, beleza, favores recebidos, por dependência, independentemente do que pensam. Votem! Só não me venham depois dizerem: arrependo-me do que fiz. Eu não sou confessionário para ouvir suas reclamações e nem tenho àquele dispositivo laranja, chamado de caixa preta em aviões, para suportar a sua decepção. Simplesmente lhe direi como dizem muitos dos meus alunos quando discutem entre si: tome no cú sorrindo! Sim, é o que falarei para resumir minhas palavras, evitarei discursos prolongados ou o sarcasmo irônico ao dizer a você,  deveria ter escolhido melhor, acertado.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Há, não precisam curtir minhas publicações se não gostam ou concordam com o que escrevo. Não é necessário você concordar comigo, pode discordar também. Nem venham com essa de que entendem tudo que eu escrevo pois nem eu entendo; me pego as vezes com raiva da falta de paciência e cuidado com regras gramaticais simples que poderia ter usado aqui, ali ou acolá e não o faço, tenho náuseas de algumas expressões que uso ao invés de tê-las jogado no poço do arcaísmo e ficar ali, estático, vendo-as caírem uma a uma em sincronia cinesiológica.


Não me venham com ideias mal elaboradas, invenções casuísticas de teorias já inventadas e que vocês consideram inéditas. Hoje, não irei corrigir artigos científicos que estão mais para folhetins, irei apenas respirar o cheiro do "tabaco" (entendam como quiserem, pensar diferente é o que há no momento para os aventureiros da ciência) até espirrar. Por que as pessoas não se surpreendem quando utilizamos essa palavra: T A B A C O!? Ao contrário do escândalo para os puritanos se utilizássemos outra palavra - rola, pomba, pinta, pênis. Deve ser por causa da profissão relegada a cada uma delas. Há uma foi lhe dado o direito de arregaçar, causar, afrontar. Por sua vez, a outra, faz as honras apenas de ter se tornado a gruta dos desesperados. Ou polifonia escrota!


Se tiverem de me fazer homenagens, elogios ou me darem algum título, dia de descanso, que seja enquanto estou vivo. Depois que eu estiver morto por favor não venham com essas piadas que sou capaz de ressuscitar no meio do velório e desmascarar esses hipócritas. Eu morto, cuidem em enterrar para que eu não estoure de raiva e traga fedor as narinas puras dos que adoram perfumes caros. E por favor, vão trabalhar, gerar renda para esse país ao invés de ficarem dando desculpas por não quererem trabalhar naquele dia e estão doidos para irem passear no shopping. Sem contar que muitos vão está doidos para tomarem aquela gela com espetinho de carne e nem irão aparecer no velório mas irá fazer cara de tristeza e dor diante do seu superior afirmando: ele (no caso eu, o félito) era tão bom, um exemplo. Affe! Acho que meus ossos vão estalar dentro do caixão nesse momento. Prefiro os sinceros, que chegarão próximo a mim e dirão: hoje foi você, amanhã pode ser eu ou outro qualquer. Esse aproveitou o máximo que pode da vida aqui na terra e se existe outra vida, a eterna, lá é que ele vai aprontar.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014



Alguns políticos são semelhantes a urubus, aves de rapina ou a agoureiros, vivem como sombra de uma nuvem negra a espreitar a desgraça alheia, deseja ardentemente ver a dor do outro para poderem sorrateiramente oferecer-lhes favores. Isso não acontece apenas na morte ou em períodos de enfermidades em que a fragilidade humana está mais apurada, as pessoas mais sensíveis.  Acontecem todos os dias quando a loja da mediocridade com seu balcão de negociação abrem para trocarem favores como oportunidade de empregos provisórios, cargos comissionados em órgãos públicos, propina em troca de consciências humanas. A necessidade, a carência de uma educação que te coloque questionamentos e te faça refletir, a ausência de motivação para estudar, faz com que pessoas se tornem escravos conscientes; semelhantes à alegoria da caverna de Platão, até enxergam a luz à entrada da caverna, mas preferem permanecerem em seu interior na mais completa dependência das correntes sem cadeados que lhes meteram aos pés.