Nota: Recebi sexta-feira com tremenda dor na alma e tristeza a notícia de sua partida querida amiga Verônica... Quantos a julgaram, desprezaram-na, não compreenderam seu silêncio? Silenciosamente nos deixastes rumo ao além e nenhuma nota nas redes sociais, a bandeira do município ou da escola onde trabalhavas não tremulou em homenagem de adeus por ti. Não eras "ninguém" para muitos ou apenas um corpo que precisava de descarte e por isso providencias foram tomadas por piedade cristã na hora de transportá-la à terra... E a igreja onde tu confessou e entregou sua vida ao Cristo Ressuscitado? Por lá não passasses, fostes acolhida sob o olhar de imagens inertes, forçasses entrar em uma igreja e encontrastes uma. Oh! Como meu peito estremeceu com essa notícia. Quantas confissões fizemos um ao outro sob o telhado do Céu na esperança de que um dia eu, você veríamos as lutas findarem e um novo amanhecer vitorioso chegar. Amiga, não pude visitá-la, flores não levei ao teu leito, mas palavras te confio, na certeza de que quem tem Jesus Cristo não morre jamais, apenas dorme a esperar o dia raiar, quando Ele a semelhança das histórias de príncipes e princesas irá lhe despertar do sono com palavras: vem amada minha, eu vim te buscar!
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segunda-feira, 28 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Amanhã será o Dia Internacional das Mulheres, deixo aqui minha homenagem a todas, sem exceção. Sejam eternamente damas!
Grande desejo
Adélia Prado
Adélia Prado
Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia,
sou mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
Faço comida e como.
Aos domingos bato o osso no prato pra chamar cachorro
e atiro os restos.
Quando dói, grito ai.
quando é bom, fico bruta,
as sensibilidades sem governo.
Mas tenho meus prantos,
claridades atrás do meu estômago humilde
e fortíssima voz pra cânticos de festa.
Quando escrever o livro com o meu nome
e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja,
a uma lápide, a um descampado,
para chorar, chorar, e chorar,
requintada e esquisita como uma dama.
sou mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
Faço comida e como.
Aos domingos bato o osso no prato pra chamar cachorro
e atiro os restos.
Quando dói, grito ai.
quando é bom, fico bruta,
as sensibilidades sem governo.
Mas tenho meus prantos,
claridades atrás do meu estômago humilde
e fortíssima voz pra cânticos de festa.
Quando escrever o livro com o meu nome
e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja,
a uma lápide, a um descampado,
para chorar, chorar, e chorar,
requintada e esquisita como uma dama.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
INTERESSANTE -ESPOSA SURDA
– Qual o problema de sua esposa ? Disse o médico.
– Surdez. Não ouve quase nada.
– Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para facilitar o diagnóstico. Sem ela olhar, o senhor, a certa distância fala em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo.
E quando vier – diz o médico – dirá a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Está certo ?
– Certo, combinado então.
À noite, quando a mulher preparava o jantar, o marido decidiu fazer o teste.
Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou: “Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora”.
– Maria, o que temos para jantar ? – não ouviu nada. Então aproximou-se a 10 metros.
– Maria, o que temos para jantar ? – nada ainda. Então, aproximou-se mais 5 metros.
– Maria, o que temos para jantar ? – Silêncio ainda.
Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
– Maria! O que temos para jantar ?
– Frango, meu bem… É a quarta vez que te respondo!
Como percebem, muitas vezes achamos que o problema ocorre com os outros, quando na realidade o problema é nosso, só nosso… Achamos que Deus não ouve nossas orações mas quando nos aproximamos Dele percebemos que o erro sempre esteve em nós por não ouvirmos o que Ele diz.
E você a que distância está de Deus ?
– Surdez. Não ouve quase nada.
– Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para facilitar o diagnóstico. Sem ela olhar, o senhor, a certa distância fala em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo.
E quando vier – diz o médico – dirá a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Está certo ?
– Certo, combinado então.
À noite, quando a mulher preparava o jantar, o marido decidiu fazer o teste.
Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou: “Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora”.
– Maria, o que temos para jantar ? – não ouviu nada. Então aproximou-se a 10 metros.
– Maria, o que temos para jantar ? – nada ainda. Então, aproximou-se mais 5 metros.
– Maria, o que temos para jantar ? – Silêncio ainda.
Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
– Maria! O que temos para jantar ?
– Frango, meu bem… É a quarta vez que te respondo!
Como percebem, muitas vezes achamos que o problema ocorre com os outros, quando na realidade o problema é nosso, só nosso… Achamos que Deus não ouve nossas orações mas quando nos aproximamos Dele percebemos que o erro sempre esteve em nós por não ouvirmos o que Ele diz.
E você a que distância está de Deus ?
Autor Desconhecido.
sábado, 26 de dezembro de 2015
Já é Natal e os sinos nas igrejas católicas anunciam Belém, Belém, Belém!
Um frenesi acomete a população que correm atrás de presentes – roupas, sapatos, acessórios.
Seria esse o verdadeiro Espírito do Natal? A vaidade pessoal acima do significado que a data quer retratar?
Ou seriam os pedidos de perdão nas vésperas das festividades natalinas? Os sorrisos discretos, os amores reconciliados após traições, as amizades renovadas após anos de paredão de indiferença entre os conhecidos; somente nessa data de 24 para 25 de dezembro, todos os corações de pedras parecem amolecer rapidamente. E ninguém consegue explicar a causa para sentimentos aflorarem.
E os sinos a tocarem: Belém, Belém, Belém!
Que pena não termos uma disciplina chamada semiótica já no currículo da Educação Básica! Não passaríamos despercebidos da mensagem a ecoar para população: olhem para Belém, ouçam Belém - nasceu em Belém, uma cidadezinha localizada oito quilômetros ao sul de Jerusalém, filho do carpinteiro José e de uma jovem chamada Maria, que o concebeu sem macular sua virgindade – Jesus Cristo.
O Rei que preferiu a periferia do mundo, os animais irracionais e racionais – os doentes mentais, os ladrões, leprosos, adúlteros e prostitutas, ao invés de apresentar-se em um palácio estilo Taj Mahal para umas poucas pessoas.
Enquanto muitos esperam o Papai Noel e seu trenó a meia noite chegar a suas casas, sem chaminés e ou meias dependuradas nas lareiras – no Brasil os modelos de construção de casas não contemplam tal arquitetura ou paisagismo e clima com neve; esquecemos o Papai do Céu – montado em um jumentinho descer numa missão árdua, entregar um presente a toda a humanidade – a salvação!
Portanto, quando chega essa fase, passageira por sinal, retribuo o carinho que recebo dos amigos(as) que se confraternizam com frases e mensagens de “Feliz Natal”, na esperança de que esse sentimento crie raízes profundas para além desses dois dias no mês de dezembro, que estenda-se de “janeiro a janeiro” e cresça em forma de um humanismo dialético, onde possamos aprender com os exemplos do verdadeiro “Papai”: dai-lhes vós de comer -Mateus 14:16. O que for inferior (não cumprir com esse pedido) e esporádico (ocorrer apenas ao final de cada ano) a essa ordem de Jesus Cristo é supérfluo e demagógico.
Um frenesi acomete a população que correm atrás de presentes – roupas, sapatos, acessórios.
Seria esse o verdadeiro Espírito do Natal? A vaidade pessoal acima do significado que a data quer retratar?
Ou seriam os pedidos de perdão nas vésperas das festividades natalinas? Os sorrisos discretos, os amores reconciliados após traições, as amizades renovadas após anos de paredão de indiferença entre os conhecidos; somente nessa data de 24 para 25 de dezembro, todos os corações de pedras parecem amolecer rapidamente. E ninguém consegue explicar a causa para sentimentos aflorarem.
E os sinos a tocarem: Belém, Belém, Belém!
Que pena não termos uma disciplina chamada semiótica já no currículo da Educação Básica! Não passaríamos despercebidos da mensagem a ecoar para população: olhem para Belém, ouçam Belém - nasceu em Belém, uma cidadezinha localizada oito quilômetros ao sul de Jerusalém, filho do carpinteiro José e de uma jovem chamada Maria, que o concebeu sem macular sua virgindade – Jesus Cristo.
O Rei que preferiu a periferia do mundo, os animais irracionais e racionais – os doentes mentais, os ladrões, leprosos, adúlteros e prostitutas, ao invés de apresentar-se em um palácio estilo Taj Mahal para umas poucas pessoas.
Enquanto muitos esperam o Papai Noel e seu trenó a meia noite chegar a suas casas, sem chaminés e ou meias dependuradas nas lareiras – no Brasil os modelos de construção de casas não contemplam tal arquitetura ou paisagismo e clima com neve; esquecemos o Papai do Céu – montado em um jumentinho descer numa missão árdua, entregar um presente a toda a humanidade – a salvação!
Portanto, quando chega essa fase, passageira por sinal, retribuo o carinho que recebo dos amigos(as) que se confraternizam com frases e mensagens de “Feliz Natal”, na esperança de que esse sentimento crie raízes profundas para além desses dois dias no mês de dezembro, que estenda-se de “janeiro a janeiro” e cresça em forma de um humanismo dialético, onde possamos aprender com os exemplos do verdadeiro “Papai”: dai-lhes vós de comer -Mateus 14:16. O que for inferior (não cumprir com esse pedido) e esporádico (ocorrer apenas ao final de cada ano) a essa ordem de Jesus Cristo é supérfluo e demagógico.
Flannery O'CONNOR. The complete stories. Nova York: Farrar, Straus and Giroux, 1971, p. 491. A autora (1925-1964) morreu de um lúpus incurável, e deixou para trás um corpo de ficção, especialmente contos, que tem a estatura de clássicos cristãos.
Antes de sua morte ela disse:
Antes de sua morte ela disse:
"Você encontrará Cristo quando estiver preocupado com o sofrimento dos outros, e não com o seu".
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Para quem pensava que o Gênero textual Carta havia sido esquecido do
ENEM ou outras avaliações, descobriram que as cartas ainda circulam
entre nós!
Entre as possibilidades de incorporação de diferentes tipos de textos nas histórias, há um gênero que costuma encantar e atrair as pessoas: as cartas.Toda leitura ou produção de texto está ancorada em uma prática social e responde a determinadas características e expectativas. A leitura e a escrita de cartas tornam clara para nós a função desse tipo de texto.
Mesmo em ambientes pouco letrados, as cartas se fazem presentes, pois carregam a possibilidade de aproximar pessoas, de comunicar, mandar notícias para quem está longe e até ajudar a matar a saudade. Isso atrai
as crianças e adultos, o que pode permitir a exploração das convenções próprias desse gênero.
Vale a pena dar especial atenção a esse tipo de texto em sala de aula. São inúmeras as possibilidades de trabalho que se abrem.
Entre as possibilidades de incorporação de diferentes tipos de textos nas histórias, há um gênero que costuma encantar e atrair as pessoas: as cartas.Toda leitura ou produção de texto está ancorada em uma prática social e responde a determinadas características e expectativas. A leitura e a escrita de cartas tornam clara para nós a função desse tipo de texto.
Mesmo em ambientes pouco letrados, as cartas se fazem presentes, pois carregam a possibilidade de aproximar pessoas, de comunicar, mandar notícias para quem está longe e até ajudar a matar a saudade. Isso atrai
as crianças e adultos, o que pode permitir a exploração das convenções próprias desse gênero.
Vale a pena dar especial atenção a esse tipo de texto em sala de aula. São inúmeras as possibilidades de trabalho que se abrem.
Analisando o cenário no qual estou inserido atualmente, é possível
perceber uma tentativa de imposição de um poder análogo ao poder dos
coronéis, em vigência ainda em pleno século XXI. Sob esta ótica,
observa-se que os coronéis dos tempos hodiernos, estão disfarçados com
roupas de boas intenções e exercendo profissões que tratam as pessoas
regularmente (numa espécie de troca de favores, mantendo os mais
carentes em total ignorância), mas continuam usando a violência como uma
maneira eficaz de manter sob controle os sertanejos pobres
(funcionários públicos, concursados ou não) e se sobrepor a seus rivais
nas questões políticas, o que chamaria a isso de mandonismo local...“A
justiça baseia-se na força – as leis do país são uma abstração nessa
região de mangues". Há uma força, ao ser exibida, prestigiando quem
manda, pois ressalta a ‘ideologia’ do mandante. Por sua vez, ao executar
as ordens, distribuindo surras (descontos indevidos dos salários dos
funcionários) e provocando mortes (principalmente a psicológica - o
desencanto pelo trabalho), o que nos resta são as lutas sindicais e as
eleições locais.
Pensei que coronéis e cangaceiros só gostavam do sertão de caatinga e xique xique, mas me enganei, eles gostam de passar férias próximo ao litoral!
Pensei que coronéis e cangaceiros só gostavam do sertão de caatinga e xique xique, mas me enganei, eles gostam de passar férias próximo ao litoral!
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